O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a Operação “Santidade”, que resultou na suspensão cautelar do prefeito Itaara, padre Silvio Weber (PSB), da secretária municipal de Educação e do diretor de Serviços do município pelo prazo de 180 dias. Eles também estão proibidos de entrar nas dependências da Prefeitura.
No total, foram cumpridos nesta manhã 12 mandados de busca e apreensão na sede do Executivo Municipal, na Câmara de Vereadores, nas residências dos investigados e na sede empresarial de um dos envolvidos. Os mandados, cumpridos também nos municípios de Santa Maria e Tupanciretã, foram determinados pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS.
Investigação do MP aponta esquema criminoso
Segundo o Ministério Público, “a investigação revelou um esquema criminoso capitaneado pelo prefeito, de direcionamento de certames públicos, com objetos superfaturados. Em um deles, o prejuízo aproximado alcançou o montante de R$ 471.106,63. Há suspeitas, ainda, do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, com consequente desvio de rendas públicas. Ainda pesa contra o prefeito, como autor intelectual, e mais dois investigados a imputação de crime de roubo na residência do presidente do Legislativo”.
Ainda conforme o MP/RS, o pedido cautelar de afastamento do chefe do Executivo Municipal foi necessário para evitar a consumação de novos delitos que estavam na iminência de ocorrer, bem como para garantir o prosseguimento das investigações sem interferência direta da prova.
Nome da operação
A operação, denominada “Santidade”, é uma alusão à alcunha do prefeito de Itaara, apelidado de “Padre” pelo sacerdócio por ele desempenhado na igreja da comunidade.

As investigações foram conduzidas pelo promotor de Justiça Antonio Képes, com a coordenação do procurador de Justiça Ricardo Felix Herbstrith, coordenador da Procuradoria da Função Penal Originária. Também participaram da operação os promotores de Justiça Heitor Stolf Júnior, Karina Bussmann e Marcelo Dossena Lopes dos Santos. A Brigada Militar de Santa Maria apoiou os trabalhos. A investigação teve início na Promotoria de Justiça de Santa Maria.
*Com informações do MPRS
Foto: MPRS/Divulgação
