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A Prefeitura de Santa Maria e a Feversani, Pauli e Santos, administradora judicial do Clube Caixeiral, fizeram uma vistoria técnica no local na manhã desta quinta-feira (2). O prédio, no Bairro Centro, está interditado. Parte do telhado – aproximadamente a metade – começou a desabar em 2018.

Preocupado com a segurança de quem transita próximo ao clube e com a recuperação do patrimônio histórico, o Município ajuizou uma ação contra a instituição para que providências fossem tomadas quanto à estrutura do prédio. Entretanto, devido à alegação de que o Caixeiral não dispõe de receita para custear quaisquer intervenções, a Prefeitura se dispôs a auxiliar a administradora.

“Vamos trabalhar em duas frentes. Uma delas diz respeito à estrutura do prédio, e outra, à segurança”, afirmou o secretário municipal de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos, José Antônio de Azevedo Gomes, que participou da vistoria.

Vistoria foi realizada na manhã de quinta-feira. Fotos: PMSM/Divulgação

DEFINIÇÕES

O engenheiro civil e ex-reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Paulo Sarkis foi convidado para elaborar o laudo estrutural em conjunto com a equipe da Prefeitura por conta do seu notório saber na área. O documento apontará o que deve ser feito no prédio para amenizar os riscos de colapso da estrutura. A Secretaria de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos designou Luiz Fernando Vieira, profissional com larga atuação em engenharia de segurança, para trabalhar no assunto.

Por enquanto, é possível adiantar as medidas emergenciais e preventivas. A Prefeitura providenciará, em breve, o isolamento com tapumes de parte da calçada ao lado do Caixeiral, na Rua Alberto Pasqualini. Além disso, o Executivo Municipal buscará uma empresa que realize o escoramento correto do telhado. Posteriormente, o que resta da cobertura deverá ser removido.

De acordo com o procurador-geral do Município, Guilherme Cortez, ficou acordado em audiência judicial que a Prefeitura será ressarcida pelos investimentos feitos agora em virtude da falta de verbas do Caixeiral. Sócio da administradora judicial, o advogado Guilherme Santos explicou que a receita que o clube possui, fruto de aluguéis de espaços no entorno do prédio, é totalmente consumida pela folha salarial de cinco funcionários da instituição.

Também participaram da vistoria, que analisou, inclusive, as dependências internas da edificação, o prefeito Jorge Pozzobom, o presidente do Instituto de Planejamento (Iplan), Eduardo Mielke, o diretor do Iplan, Fábio Prado Lima, a secretária de Cultura, Rose Carneiro, a controladora-geral do Município, Carolina Lisowski, e a superintendente administrativa da Prefeitura, Jose Aline Munhoz Walter.

Inaugurado em 1926, o prédio do Clube Caixeiral Santamariense é tombado como patrimônio histórico do Município.

Fonte: Secretaria Extraordinária de Comunicação/PMSM